segunda-feira, 13 de outubro de 2008

☆ Desafios ☆

Foi o moço de mais fino trato,
a comer no porão com os ratos
e defender um navio no braço.

Ninguém tem lembrança,
de mão tão doce e branda,
a cortar tanta garganta.

Cavalheiro criado em berço de prata,
nunca disse o que pensava em voz alta.
Amava a vida pela aventura e variedade
- não pela glória de seus antepassados.
Seu nome até hoje sempre é lembrado.
Como grande perda para a sociedade.

Quem procura a fama com façanhas de valente
e mais tarde aluga aos nobres o sabre e a coragem.
Quem tem coração e mente de velho navegante
e parte pelo mundo sem medir esforços, custo ou curso.
Quem tem mão forte e bolsa robusta o suficiente,
convence seus credores e gasta a sua fortuna
na compra de instrumentos para seguir seus sonhos.

Se realmente houver quem assim proceda,
que a faça cedo na vida e com sede de prestígio.
Ho Ho! Ele encontra aqui o aviso que precisa
para sair sem medo na captura dos seus desejos.

Quem avança e acumula riquezas e favores,
ajuda a própria prole e a glória de seu povo.
Quem se ocupa com o seu futuro desde de moço
e espera ganhar muito fazendo o bem de todos.

Se realmente houver alguém
que se dedique a este comércio.
Ho Ho! Trace seu trajeto com mapas e planos,
para a comunidade de nações que conquistamos.
Nunca mais passaremos fome só com a quinta parte
dos grandes ganhos que ele fará em nosso nome.

Quem é movido pela glória
e se lança sem vela no escuro,
vai ao encontro do inseguro,
atravessa o mar e o deserto,
sem nunca saber ao certo
se é aquilo mesmo que procura.

Quem zela pela honra de seu príncipe
e se revela o mais honesto nas suas práticas,
sempre consciente do que lhe é mais conveniente.
Quem se arrisca em viagens de descoberta
e cruza sem compasso as passagens mais estreita.
Se realmente houver alguém assim
inflamado por princípios consagrados.
Ho Ho! Ele certamente encontra aqui
meios fáceis de ir atrás de seus propósitos.

Cada passo dado em grau ou degrau,
por quem quer que leia este tratado
será guiado para a reforma de maus hábitos
e o remédio do mal sem cura da aventura.

Aqui se entende porque o amor ao próximo,
se prova um orgulho fútil e pouco próspero
na conquista de fama e favores para um só nome.

Se preocupa mais consigo do que com seus amigos,
aquele que tem pressa em voltar p´ra casa com lucro.

Não são poucos os que não poupam quem mais sofre
e depois ainda vivem felizes sob a proteção dos lordes,
graças ao ouro que trazem na barca e botam nos seus bolsos.



1583-autor desconhecido

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