Na realidade,nao sou aquela que fui nem que serei;no maximo,sou apenas este instante
de conciencia na escuridao,e nem se quer estou segura de ser isso,pois frequentemente me vejo a mim mesma desdobrada.
vivemos um presente adormecido,a parti do qual sonhamos que tivemos um passado.
substancias extraordinarias se contitui a indentidade?quando que é um tecido descontinuo
que nós cerzimos por um esforço de vontade e de memoria.Quem foi,por exemplo,a menina que eu fui?
Onde ficou,o que pensaria de mim se agora me visse?
tampouco meu corpo continua o mesmo:nao sei onde li que,a cada sete anos,renovamos todas células do nosso organismo.
Ou seja,nem mesmo meus ossos,dos quais eu esperaria certa persistencia e continuidade,sao presenças confiaveis ao longo do tempo.
Hoje,nada existem mim que seja igual á mila de uns tempos atraz.Nada,exeto o empenho em acreditar que sou a mesma.
"Chuva De Novembro"
Há 17 anos

Nenhum comentário:
Postar um comentário